Textos com Etiquetas ‘obesidade’

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Hábitos familiares têm influência na obesidade dos filhos

20, agosto, 2009 Sem comentários
obesidade

Pesquisa inglesa acompanhou 226 famílias por três anos; foco é reforçar a educação dos pais.

Meninas filhas de mães obesas têm dez vezes mais riscos de se tornarem obesas, enquanto meninos filhos de pais obesos têm o risco de obesidade aumentado em seis vezes, aponta estudo inglês realizado com 226 famílias e publicado no “International Journal of Obesity”. Nos dois casos, crianças do sexo oposto aos pais obesos não foram afetadas.
Trata-se da 43ª pesquisa realizada com o mesmo grupo de crianças. Foram medidos o peso e a altura das crianças e dos adultos durante três anos.
Os resultados mostram que 41% das meninas de oito anos e filhas de mães obesas também apresentavam obesidade, enquanto apenas 4% das filhas de mães magras apresentaram o problema. Nesses casos, os meninos não sofreram influência da obesidade da mãe.
No grupo de meninos, 18% daqueles que tinham o pai obeso também estavam acima do peso. Entre os meninos que são filhos de pais magros, o percentual de obesidade caiu para 3%. Assim como no outro grupo, as filhas meninas não sofreram influência da obesidade do pai.
Segundo os pesquisadores, o vínculo descoberto sugere uma espécie de “simpatia comportamental”, em que meninas repetem os hábitos da mãe e meninos seguem os exemplos do pai.
Outro estudo com o mesmo grupo de crianças, realizado em 2005, mostrava que as mães obesas que tinham filhas gordas não estavam preocupadas com o peso da criança, ao contrário das mães magras com filhas gordas. A mesma relação foi observada nos pais obesos.
O endocrinologista Bruno Geloneze, pesquisador de obesidade e diabetes da Universidade Estadual de Campinas, diz que o estudo reforça a necessidade de educação dos pais.
“Os esforços para educar a criança para que ela não se torne obesa são válidos, mas a criança segue o exemplo que ela tem em casa. Em termos práticos, faz pouco sentido recomendar mudanças de hábito para as crianças se não houver total envolvimento dos pais.”
Márcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, diz que o estudo traz dados que aumentam a preocupação com relação à obesidade infantil. “Obesidade na infância é doença. São crianças com risco aumentado para hipertensão, colesterol alto, diabetes, apneia do sono. Se elas não perderem peso, terão o processo de doenças relacionadas à obesidade acelerado”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo – 08/08/2009

Vive mais um Gordinho Ativo que um Magro Sedentário

20, julho, 2009 Sem comentários

atividade fisicaO envelhecimento, a obesidade e o sedentarismo são, sem dúvida, grandes desafios da medicina atual. Muitos adultos têm nível de capacidade funcional baixa o suficiente para que aumente seu risco de mortalidade geral. Leia mais…

Entendendo a pílula do exercício

20, julho, 2009 Sem comentários

ratinho correndoAlvoroço na imprensa, nas pessoas, nos fãs de TV, internet e de um sofazinho. Foi noticiado nesta última semana, resultados de uma pesquisa que descreve a ginástica dos sonhos dos “Couch potatos”, como se diz na América. É a pílula do exercício!

Couch Potatos” é a expressão, muito usada nos Estados Unidos, para descrever os gordinhos sedentários, sendo composta pela junção das palavras, em inglês, “sofá” e “batata” (frita, pode-se supor). Pesquisadores do Salk Institute, na Califórnia, já haviam demonstrado, anteriormente, o papel da ativação do gene PPAR Delta, relacionado à oxidação de gordura no tecido muscular, que, quando hiperativado em camundongos geneticamente modificados, melhora a performance ao exercício de resistência.

Diante disso, os cientistas decidiram avaliar se a administração de uma medicação que ativa este gene (agonista), o GW1516, produziria efeito semelhante. Após administrar a substância a camundongos obesos e destreinados, não foi observado qualquer diferença na capacidade desses animais em resistir e suportar o exercício físico.

Tristes, mas não desanimados, os pesquisadores repetiram o mesmo experimento, porém, fazendo com que os animais passassem por uma rotina de exercício físico intenso e regular, com 30 minutos de esteira, várias vezes por semana. Assim, entre os camundongos atletas, eles viram que em comparação àqueles que receberam placebo, os que ingeriram o ativador do PPAR Delta apresentaram rendimento 68% superior. Impressionante!

A conclusão foi de que a ativação do PPAR ativa uma série de genes importantes para o recrutamento de fibras musculares de resistência, enquanto a prática de exercício físico estimulava outras, complementando o efeito e proporcionando a melhora da performance.

Estudando a cascata de reações que ocorre com a ativação do PPAR no músculo, eles resolveram então testar uma outra substância, já pesquisada para outros fins, que estimula o AMPk, uma proteína essencial nesse processo. Essa droga, chamada de AICAR, foi então administrada a uma seleção de camundongos “couch potatos”, ou seja, que foram alimentados com dieta hipercalórica e sem qualquer atividade física, mas que tinham o gene PPAR delta geneticamente hiperativado, como aqueles, descritos inicialmente.

O resultado foi que aqueles que receberam o AICAR conseguiram percorrer uma distância 44% maior que aqueles que receberam placebo. Portanto, a substância proporcionou condicionamento físico sem a prática de exercício!!!
Muita excitação, mas calma que ainda há muita estrada a se percorrer. Os testes foram feitos apenas em camundongos e ainda não se sabe se a substância é segura ou mesmo se produziria os mesmos efeitos em humanos.

Além disso, há uma série de outros efeitos metabólicos relacionados à ativação do PPAR delta e da AMPk que devem ainda ser estudados, para que se melhor entenda os efeitos resultantes da administração dessas substâncias. Outros medicamentos estimuladores de PPAR apresentaram resultados iniciais promissores, mas nem chegaram a ser utilizados clinicamente, porque a despeito dos bons resultados metabólicos, os estudos clínicos iniciais mostraram aumento de risco de mortalidade, como foi o caso dos glitazares.

De qualquer maneira, diante dos diversos pedidos que recebeu de pessoas obesas e sedentárias e ainda de atletas que se candidataram a testar o uso da droga, o pesquisador Ronald Evans, responsável pelo trabalho, já entrou em contato com o Comitê Olímpico internacional e está desenvolvendo testes de sangue e de urina que possam detectar o uso da substância, a fim de se evitar o doping ilegal.

Vejamos o que vem por aí…

Até lá, o melhor, sem dúvida, é moderar nas gostosuras, colorir a alimentação e vamos malhar!