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De olho na glicemia das gestantes PDF Imprimir E-mail

Diabetes gestacional atinge cerca de 7% grávidas

Algumas mulheres são surpreendidas pelo diagnóstico de diabetes durante a gravidez. É a Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que acomete cerca de 7% das gestantes no Brasil.

De acordo com o endocrinologista do Hospital Mater Dei, Rodrigo Lamounier, o diabetes gestacional é um tipo de diabetes que ocorre especificamente na gravidez, em uma mulher sem diagnóstico prévio de diabetes. “Trata-se de uma alteração no metabolismo da glicose que é específica da gravidez e que, na maioria das vezes, regride após a gestação”, explica o médico.

Toda gestante pode, em tese, apresentar diabetes gestacional. Mas alguns fatores são considerados de risco para desenvolver a doença, são eles: idade superior a 25 anos; sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual; história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau; baixa estatura; síndrome dos ovários policísticos; crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual; antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, morte fetal ou neonatal, malformações, macrossomia ou diabetes gestacional.

Segundo Rodrigo, o diabetes gestacional aumenta o risco de complicações maternas, especialmente no que se refere ao parto, e pode estar relacionado com outros males associados à gravidez como o excesso de peso, hipertensão arterial, entre outros. Para o bebê, as principais complicações são o crescimento excessivo do feto (que ocorre em até 20% das gestações com DMG), podendo haver dificuldades no parto.

“A questão fundamental é proporcionar um controle glicêmico bastante rigoroso, principalmente através de uma alimentação adequada, controle do peso e, se necessário, uso de insulina”, recomenda o endocrinologista. Segundo ele, no caso do Diabetes Mellitus Gestacional, na maioria das vezes, a glicemia elevada se resolve espontaneamente após o parto, mas é muito importante o acompanhamento da mãe, pois pode se tratar de um diabetes prévio que não era conhecido pela paciente e pela equipe. Neste caso, a doença vai continuar após o parto. Nos casos de diabetes gestacional, mesmo com a glicemia voltando ao normal após o parto, é importante que a mãe tenha um acompanhamento futuro, já que o risco de desenvolvimento futuro de diabetes mellitus tipo 2 é alto para mulheres com história de DMG prévio.

 
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