Observatório Científico

Nesta seção, você encontra artigos do diretor clínico do CDBH, Rodrigo Lamounier, colunista do Diabetes.org.br, maior site sobre diabetes em língua portuguesa. Confira!

Equipe multidisciplinar do CDBH juntos no Blitz Ponto da Saúde

18, fevereiro, 2010 Sem comentários

O descuido com a alimentação e com a saúde é comum no Carnaval. Pensando nisso, a equipe Multidisciplinar do Centro de Diabetes de Belo Horizonte (CDBH) escolheu a manhã do sábado, dia 20, para realizar a sua primeira Blitz Ponto da Saúde.  Os profissionais da saúde ofereceram atendimento gratuito a quem visitar o estacionamento da Drogaria Araújo da Rua do Ouro, no bairro Serra, em Belo Horizonte, onde haverá uma tenda montada para o atendimento ao público.
No evento, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos ofereceram orientações relativas à saúde e à prática correta de atividades físicas, além de realizar, entre outras ações, testes de glicose e medição de pressão arterial. Também houve distribuição de folhetos educativos aos presentes.
A Blitz Ponto da Saúde é uma ação piloto do Centro de Diabetes de Belo Horizonte em parceria com a Drogaria Araújo e com o estúdio de personal trainner Ponto da Saúde. Foram realizados mais de 200 testes de glicemia na blitz e de que o evento passe a ser realizado regularmente a cada dois meses.
 
Serviço: Blitz Ponto da Saúde
Onde: Drogaria Araújo (Rua do Ouro, 870, bairro Serra).
Quando: Sábado, 20 de fevereiro.
Horário: de 9 às 13h.Realização e Informações: CDBH – Centro de Diabetes de Belo Horizonte: 3241-2683 e 3261-3692.
Participação gratuita.

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Esquiador com diabetes quer medalha contra o preconceito

14, fevereiro, 2010 Sem comentários
Esquiador Diabetes

Kris Freeman

O esquiador Kris Freeman vai disputar a modalidade cross country em Vancouver com um objetivo maior do que apenas conquistar uma medalha nos Jogos de Inverno. Ele quer mostrar aos adversários e ao mundo que é possível manter o alto nível do esporte mesmo sendo diabético.

Sem problemas para falar sobre a doença, Freeman faz questão de se aplicar insulina abertamente, na frente de colegas e competidores. Segundo ele, a atitude tem dois motivos claros: mostrar que um atleta com diabete tipo 1 pode se sobressair em esportes de alto nível e repudiar aqueles atletas que ainda se aplicam clandestinamente.

Ele conta que sempre fez questão de se tratar em locais públicos, como o refeitório das competições, e garante que todos os órgãos responsáveis pelo antidoping (Wada, COI e FIS) estão cientes de sua doença e de seu tratamento. Porém, ainda lamenta que muitos escondam a doença e desistam diante das dificuldades impostas por ela.

Quando foi diagnosticado, há 10 anos, Freeman foi aconselhado a largar o esporte por não conseguir chegar ao nível competitivo de outros atletas. No entanto, seguiu em frente e agora está disputando uma medalha. Em Vancouver, porém, Freeman terá que superar outro estigma, além de ter que vencer a doença: o tradicional fracasso americano no cross country.

Esquiador Diabetes

Kris Freeman

Afinal, os EUA não conquistaram qualquer medalha na modalidade nos últimos 34 anos. Em 1976, Bill Koch foi o primeiro e o último americano a ganhar uma medalha olímpica de cross-country nos 30 km. Agora, cabe a Kris Freeman quebrar estes dois desafios em Vancouver, o do jejum e do preconceito. Ele não garante que conseguirá, mas sua história deixa mostra que isso é bem possível de ser alcançado.

Fonte: wap.terra.com.br

Um Acampamento Doce. E a Ciência, Feito Delicadeza.

1, setembro, 2009 Sem comentários

Estive, no início deste ano, no acampamento da ADJ/UNIFESP para crianças e adolescentes com diabetes, entre 9 e 16 anos, que aconteceu no NR 1(Nosso Recanto) em Sapucaí Mirim, linda cidade bem colocada entre Minas e São Paulo, próxima a Campos do Jordão, encostada na serra da Mantiqueira. Leia mais…

O Aspartame

20, julho, 2009 Sem comentários

sodapopO primeiro adoçante utilizado na história, por culturas antigas da Grécia e China, foi o mel. Posteriormente, foi descoberta a sacarose, açúcar comum, originalmente obtido da cana de açúcar. Durante a I Guerra Mundial, o açúcar da beterraba era a maior fonte de sacarose. Leia mais…

Vive mais um Gordinho Ativo que um Magro Sedentário

20, julho, 2009 Sem comentários

atividade fisicaO envelhecimento, a obesidade e o sedentarismo são, sem dúvida, grandes desafios da medicina atual. Muitos adultos têm nível de capacidade funcional baixa o suficiente para que aumente seu risco de mortalidade geral. Leia mais…

Um Retrato do Diabetes nos EUA

20, julho, 2009 Sem comentários

Diabetes nos EUAAtualmente, vinte e quatro milhões de americanos tem diagnóstico de diabetes. O Center for Disease Control (CDC) dos Estados Unidos publicou, no final de junho, a atualização dos dados epidemiológicos sobre diabetes naquele país. Leia mais…

Entendendo a pílula do exercício

20, julho, 2009 Sem comentários

ratinho correndoAlvoroço na imprensa, nas pessoas, nos fãs de TV, internet e de um sofazinho. Foi noticiado nesta última semana, resultados de uma pesquisa que descreve a ginástica dos sonhos dos “Couch potatos”, como se diz na América. É a pílula do exercício!

Couch Potatos” é a expressão, muito usada nos Estados Unidos, para descrever os gordinhos sedentários, sendo composta pela junção das palavras, em inglês, “sofá” e “batata” (frita, pode-se supor). Pesquisadores do Salk Institute, na Califórnia, já haviam demonstrado, anteriormente, o papel da ativação do gene PPAR Delta, relacionado à oxidação de gordura no tecido muscular, que, quando hiperativado em camundongos geneticamente modificados, melhora a performance ao exercício de resistência.

Diante disso, os cientistas decidiram avaliar se a administração de uma medicação que ativa este gene (agonista), o GW1516, produziria efeito semelhante. Após administrar a substância a camundongos obesos e destreinados, não foi observado qualquer diferença na capacidade desses animais em resistir e suportar o exercício físico.

Tristes, mas não desanimados, os pesquisadores repetiram o mesmo experimento, porém, fazendo com que os animais passassem por uma rotina de exercício físico intenso e regular, com 30 minutos de esteira, várias vezes por semana. Assim, entre os camundongos atletas, eles viram que em comparação àqueles que receberam placebo, os que ingeriram o ativador do PPAR Delta apresentaram rendimento 68% superior. Impressionante!

A conclusão foi de que a ativação do PPAR ativa uma série de genes importantes para o recrutamento de fibras musculares de resistência, enquanto a prática de exercício físico estimulava outras, complementando o efeito e proporcionando a melhora da performance.

Estudando a cascata de reações que ocorre com a ativação do PPAR no músculo, eles resolveram então testar uma outra substância, já pesquisada para outros fins, que estimula o AMPk, uma proteína essencial nesse processo. Essa droga, chamada de AICAR, foi então administrada a uma seleção de camundongos “couch potatos”, ou seja, que foram alimentados com dieta hipercalórica e sem qualquer atividade física, mas que tinham o gene PPAR delta geneticamente hiperativado, como aqueles, descritos inicialmente.

O resultado foi que aqueles que receberam o AICAR conseguiram percorrer uma distância 44% maior que aqueles que receberam placebo. Portanto, a substância proporcionou condicionamento físico sem a prática de exercício!!!
Muita excitação, mas calma que ainda há muita estrada a se percorrer. Os testes foram feitos apenas em camundongos e ainda não se sabe se a substância é segura ou mesmo se produziria os mesmos efeitos em humanos.

Além disso, há uma série de outros efeitos metabólicos relacionados à ativação do PPAR delta e da AMPk que devem ainda ser estudados, para que se melhor entenda os efeitos resultantes da administração dessas substâncias. Outros medicamentos estimuladores de PPAR apresentaram resultados iniciais promissores, mas nem chegaram a ser utilizados clinicamente, porque a despeito dos bons resultados metabólicos, os estudos clínicos iniciais mostraram aumento de risco de mortalidade, como foi o caso dos glitazares.

De qualquer maneira, diante dos diversos pedidos que recebeu de pessoas obesas e sedentárias e ainda de atletas que se candidataram a testar o uso da droga, o pesquisador Ronald Evans, responsável pelo trabalho, já entrou em contato com o Comitê Olímpico internacional e está desenvolvendo testes de sangue e de urina que possam detectar o uso da substância, a fim de se evitar o doping ilegal.

Vejamos o que vem por aí…

Até lá, o melhor, sem dúvida, é moderar nas gostosuras, colorir a alimentação e vamos malhar!

AAS como Prevenção Primária?

20, julho, 2009 Sem comentários

AASNovo estudo clínico, novas controvérsias e menos evidências de benefício.

A DCV é a principal causa de mortalidade e morbidade em indivíduos com diabetes tipo 1 e tipo 2. A esses indivíduos é atribuído um risco de mortalidade em 40 anos de 50%, contra 10% para a população em geral. A mortalidade nesses casos deve-se principalmente a doença isquêmica do coração, acidente vascular cerebral. Leia mais…

A Força Edulcorante da Sacarina

14, julho, 2009 Sem comentários
sacarina - próxima do adoçante ideal

sacarina - próxima do adoçante ideal

Descoberta em 1879, a sacarina foi, inicialmente, utilizada como anti-séptico e como conservante de alimentos e vem sendo comercializada como edulcorante desde 1900. Sua incorporação em alimentos aumentou, significativamente, durante as duas Guerras Mundiais em decorrência da escassez e do racionamento de açúcar. Leia mais…

A Versatilidade do Acesulfame-K

14, julho, 2009 Sem comentários
Acesulfame-K: Versátil

Acesulfame-K: Versátil

A descoberta do acesulfame-K por Karl Clauss e H. Jensen, da Companhia Hoechst, em 1967, na Alemanha, ocorreu acidentalmente quando os pesquisadores trabalhavam no desenvolvimento de novos produtos e descobriram um composto de gosto doce, não sintetizado anteriormente. O nome inicial era “acetosulfam” e, em 1978, a OMS registrou o nome genérico “acesulfame potassium salt”, sendo que, atualmente, foi abreviado para acesulfame-K. Leia mais…